A pesquisa de saúde mudou: boa parte dos pacientes já consulta ferramentas de IA antes – ou em vez – de procurar um médico. Isso muda a forma como clínicas e médicos precisam pensar sua presença digital.
Os números confirmam a mudança de comportamento
Um levantamento da plataforma Olá Doutor, com 500 brasileiros, mostrou que 7 em cada 10 pessoas recorreram à IA no último ano para entender sintomas, doenças ou dúvidas de saúde – índice que sobe para mais de 8 em cada 10 entre pacientes com doenças crônicas. Já uma pesquisa da Conexa em parceria com a Afya identificou que, entre quem usa IA no dia a dia, quase metade já recorreu à tecnologia especificamente para questões de saúde – esclarecendo sintomas, interpretando exames e consultando informações sobre medicamentos.
Em nível global, um estudo publicado na Nature Medicine apontou que um em cada seis adultos usa chatbots para buscar informações médicas pelo menos uma vez por mês.
O paciente ainda confia no médico – mas chega mais informado
Um dado importante da mesma pesquisa Conexa/Afya: a maioria dos entrevistados ainda prefere conversar diretamente com um médico, e mais da metade não confiaria em uma consulta conduzida só por IA. Ou seja, a IA não está substituindo o médico – está se tornando a porta de entrada antes da consulta.
Na prática, isso significa que o paciente chega ao consultório já com um “palpite” de diagnóstico, e a forma como a clínica é encontrada e apresentada nessa jornada de pesquisa passa a importar tanto quanto o anúncio no Google tradicional.
O que isso muda para médicos e clínicas
- Ferramentas de IA generativa também “leem” a internet – se um médico ou clínica tem conteúdo estruturado, educativo e assinado por profissional identificável, esse conteúdo tem mais chance de aparecer quando alguém pergunta a uma IA “como escolher um [especialidade] em [cidade]”
- Conteúdo educativo vira ativo estratégico – explicar sintomas, tratamentos e dúvidas comuns de forma clara e correta é o tipo de conteúdo que tanto Google quanto IA generativa valorizam como fonte confiável
- Autoridade do autor importa mais, não menos – com tanta informação solta circulando (inclusive com erros, como mostram estudos sobre limitações da IA em saúde), conteúdo assinado por um médico real, com CRM visível, ganha peso como sinal de confiabilidade
A oportunidade para quem se posiciona agora
Poucas clínicas no Brasil ainda pensam em como aparecer nas respostas de ferramentas de IA – a maioria ainda foca só em SEO tradicional do Google. Isso abre uma janela de oportunidade real para quem começar a estruturar conteúdo pensando nisso hoje.
Autora: Luanna Mandelli de Lima Andrade, sócia-fundadora da M+ Marketing de Posicionamento, especialista em marketing de posicionamento para médicos e clínicas, com experiência prévia no setor de dispositivos médicos e cirúrgicos.
Publicado em: 26/08/2026